1 de maio de 2010

YES, WE CAN (?)

A propósito do espécie de debate realizado na última aula sobre Barack Obama, aqui fica o vídeo da música inspirada nos seus discursos : " Yes, we can ".

30 de abril de 2010

" A Guerra do Golfo de Barack Obama contra o Irão"

01.02.2010



" Vinte anos após a Guerra do Golfo é a vez agora de Barack Obama voar em socorro dos países aliados na região, face à eventualidade de um ataque iraniano.Segundo a imprensa norte-americana, Washington poderá instalar baterias de mísseis Patriot em quatro países do Golfo.
Uma tripla manobra por parte da Casa Branca que aperta o cerco a Teerão, evita uma eventual ofensiva por parte de Israel e uma corrida ao armamento em países como o Kuwait, o Qatar, o Bahrain e os Emirados Árabes Unidos.
Washington pretenderá ainda reforçar a presença militar na Arábia Saudita para evitar um ataque contra as instalações petrolíferas no país.
O tempo da diplomacia parece assim esgotado, entre Obama e Ahmadinejad, nas discussões sobre o programa nuclear iraniano.
O conselheiro para a segurança norte-americana, recordava no sexta-feira que, “os Estados Unidos não podem permitir uma corrida ao armento nuclear no Médio Oriente em resposta ao programa iraniano”.
Depois de ter apostado no diálogo para levar Teerão a suspender o programa nuclear, Washington prepara-se agora para, em paralelo, propor novas sanções internacionais contra o regime iraniano. "

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A Guerra do Golfo


Em 1990, deu-se a Guerra do Golfo Pérsico, que durou de 02/08/1990 até 27/02/1991.Essa guerra envolveu, primeiramente, dois países: Iraque e Kuwait. Depois, outras nações entraram no conflito, dentro elas, é claro, os EUA.



Contexto:



 --- » Tudo começou quando o presidente iraquiano Saddan Hussein acusou o Kuwait de praticar uma política de superextração de petróleo o que originava uma queda nos preços e prejudicava a economia iraquiana. Saddan também ressuscitou problemas antigos e exigiu indemnização. Como o Kuwait não aceitou foi invadido por tropas iraquianas.


A acção da ONU :

A atitude de Saddan mobilizou o mundo e diversas nações, lideradas pelos EUA, uniram-se para tentar reverter esse quadro. Os americanos estavam desesperados, pois, com a Guerra, o Golfo Pérsico acabou por ser encerrado fechado e, consequentemente, os EUA  perderam os seus fornecedores de petróleo: Iraque e Kuwait.



Em 28 de Agosto, o Iraque faz do Kuwait a  sua 19ª província e isso  provoca um aumento das pressões americanas junto à ONU para que autorizasse o uso da força.
Saddan Hussein tenta unir a nação árabe em prol da sua causa, mas a tentativa foi em vão. Em 29 de novembro, a ONU autorizou um ataque contra o Iraque e estabeleceu um prazo até 15/01/1991 para que o exército iraquiano se retirasse do Kuwait.
Como todas as tentativas de paz fracassaram, no dia 17/01/91 um gigantesco ataque aéreo foi iniciado. Em pouco tempo, o Iraque estava destruído.





O fim da Guerra :

No dia 28 de Fevereiro, o presidente americano George Bush (pai) declarou cessar fogo mas o Iraque só o aceitou em Abril.

Centenas de pessoas morreram, dentre elas civis e militares, milhares de mísseis foram usados e o mundo presenciava, pela primeira vez, uma guerra com a cobertura total dos media. A TV transmitia, às vezes , ao vivo, bombardeamentos, mortes e destruições.

O Kuwait perdeu quase 10 bilhões de dólares com a queda da produção de petróleo, mas voltou a ser independente. O Iraque sofreu sanções económicas e os EUA conseguiram despertar o ódio em mais pessoas.



A morte de Saddan Hussein :

Para os americanos, a Guerra do Golfo nunca terminou, pois o objectivo maior – prender Saddan Hussein – não foi realizado. Os EUA nunca aceitaram a petulância do ditador e estavam só a espera de uma nova oportunidade o para castigar.

O tempo passou e em 2003, 2 anos após os atentados terroristas ao World Trade Center e já no governo de George W. Bush (filho), o Iraque foi invadido pelo EUA. Desta vez, Saddan foi preso e enforcado em 31/12/2006.

O Surto Industrial e a Emigração na época de Salazar

---» Aqui fica a apresentação por mim elaborada no âmbito do Colóquio sobre 25 de Abril. Com as apresentações das minhas colegas sobre as revoltas estudantis e a presença de três convidados surpreendentes, foi sem dúvida, uma experiência a repetir!



23 de abril de 2010

A Ascensão de  Mikhail Gorbatchev e o fim da Guerra Fria

Contextualização

 ---» Numa época em que se iniciava a terceira Revolução Industrial, os países capitalistas desenvolvidos, principalmente EUA e Japão, investiam grandemente em pesquisa e desenvolvimento e melhora da qualificação da mão-de-obra. O capitalismo entrava no período técnico-científico,  surgiam novas tecnologias, como a robótica, informática e técnica de miniaturização. 

---» A União Soviética, por outro lado continuava com o mesmo ritmo, não investiu mais na técnica de produção, por isso não conseguiu competir com os países capitalistas desenvolvidos. A partir da década de 70, ficou evidente até mesmo aos soviéticos que a superpotência estava  a perder a sua força. Era um império apenas em sentido bélico, pela sua capacidade de destruição em massa. O sector industrial não era capaz de produzir produtos em quantidade nem mesmo para os próprios soviéticos. As filas enormes já faziam parte da vida da população e o descontentamento aumentava. Era importante e necessário implantar reformas políticas e económicas, além de  se fazer concessões aos separatistas.

Com a campanha dos republicanos na década de 80, foi eleito Ronald Reagan, como novo presidente dos Estados Unidos, e ele prometeu triplicar o orçamento destinado para a defesa. Visto que a União Soviética não tinha condições de continuar com a corrida armamentista, foram necessários os acordos de paz entre as duas potências.

A chegada de  Mikhail Gorbatchev ao poder

Nesse período, chegou ao cargo de secretário-geral do PCUS Mikhail Gorbatchev, a posição mais alta na estrutura de poder da extinta União Soviética. Esperava-se que ele recolocasse o país no mesmo patamar tecnológico do mundo ocidental e aumentar a oferta e a qualidade dos produtos para a população. Era importante atrair investimentos estrangeiros e firmar acordos com empresas ocidentais.

Gorbatchev propôs uma reestruturação da economia soviética, chamado de Perestroika. Mas para o sucesso da Perestroika, seriam necessárias reformas no sistema político-administrativo. Era preciso pôr fim a ditadura erigida na era Estaline. E também, pôr fim à corrida armamentista. Gorbatchev sempre tomou a iniciativa para a assinatura de acordos de paz, e esses acordos eram fundamentais para ter as condições políticas e económicas necessárias para implantação das suas reformas.

Um novo passo foi dado, a glasnost, que foi uma nova fase de transparência política. Deu-se início, assim, a uma abertura política na União Soviética. Com isso, vários grupos nacionalistas começaram a reivindicar autonomia em relação à Moscovo. Durante a existência da União Soviética, as minorias eram oprimidas pelos russos, foram controladoa pela força bruta e pelo controle ideológico.

Assim, ao primeiro sinal de relaxamento,surgiram vários movimentos separatistas. As republicas bálticas foram as primeiras, declarando a sua independência. Depois os ideais de liberdade espalharam-se pela Ásia Central, e outras regiões, levando a fragmentação total da anterior superpotência.

17 de abril de 2010

A Queda do Muro de Berlim





O 25 de Abril de 1974 - Revolução dos Cravos


A Primavera Marcelista


Para substituir o Dr. Oliveira Salazar, o Presidente da República escolheu o Professor Doutor Marcello Caetano. Era Professor de Direito, reitor da Universidade de Lisboa, considerado um democrata e um homem de inteligência e honestidade invulgares.
Imediatamente acaba com a polícia política, a PIDE. Mais tarde substituída pela DGS, para defesa do Estado.
Abre-se a esperança para a oposição. Agora, com Marcello Caetano, liberal, avesso a violências e pacificador, que abria a porta e os braços aos exilados, tudo parecia ir correr bem.

A " Primavera Marcelista ", como ficaram conhecidos os primeiros anos do Professor Marcello Caetano, saldou-se pelo progresso, uma melhoria social com a atribuição de pensões aos trabalhadores rurais e às profissões mais modestas.
Os planos quinquenais de fomento continuaram. O desenvolvimento do país era uma realidade. Mas havia necessidade de uma abertura política que permitisse a formação de partidos políticos.
Em 15 de Maio de 1972, o jornal de "Economia e Finanças" advoga a não entrada na CEE, em virtude de, ao fazê-lo, sermos obrigados a abandonar o Ultramar. A 12 de Outubro é morto pela DGS o estudante José António Ribeiro dos Santos. A 30 de Dezembro, um grupo de católicos ocupa a Capela do Rato e aprova uma moção contra a guerra colonial. A DGS invade o templo; muitos são presos e o padre Alberto Neto, responsável pela capela, é exonerado das suas funções.

O período de graça esfuma-se.
Marcello pede a exoneração do cargo ao Presidente da República, este não aceita.

A 13 de Julho de 1973, Marcelo Caetano autoriza os oficiais milicianos a passar aos quadros permanentes. Os oficiais de carreira não gostam do Decreto. Deste descontentamento, motivado pela progressão nas carreiras e seus respectivos vencimentos, irá nascer o 25 de Abril.
A 23 de Fevereiro de 1974, o general Spinola publica o livro "Portugal e o Futuro" onde advoga a adesão à CEE, o fim da guerra do Ultramar e a constituição de uma federação de Estados.
Os militares sentem-se apoiados.
A 16 de Março de 1974 dá-se um levantamento militar que partiu das Caldas da Rainha, mas que abortou.
A 17 de Abril, o ministro do Ultramar, Dr. Rebelo de Sousa, faz sair uma portaria que tornava extensiva a Lei Nº 5/73 (reforma do sistema educativo) às províncias de além-mar.

A 25 de Abril de 1974, o Regimento de Santarém, comandado por Salgueiro Maia, avança sobre Lisboa, Marcelo Caetano é informado sobre o que está a acontecer, não tem coragem de o impedir. Spínola pede-lhe que siga para a Madeira com o Presidente Américo Tomás.

18 de março de 2010

AS AUTÊNTICAS CAUSAS DA GUERRA ULTRAMARINA DE 1961-1974

---» Seleccionei este vídeo que, na minha opinião, aborda de uma forma simples e perfeitamente entendível, o delicado tema da Guerra do Ultramar. O vídeo apresenta discursos de António O. Salazar, imagens do conflito e, ainda, o pensamento colonial   ("Abaixo Salazar! ").
 
Trabalho sobre " O Desenvolvimento Industrial após a II Guerra Mundial durante o Regime Salazarista"

A pedido do professor, e enquanto substituição do teste, realizei um trabalho escrito que incidia no tema " O Desenvolvimento Industrial após a II Guerra Mundial durante o Regime Salazarista". Sendo que o objectivo deste trabalho era relacionar os acontecimentos ocorridos nesta época e enquadrá-los na Revolução do 25 de Abril, elaborando quase que uma "previsão", aqui fica a conclusão que retirei :

" Apesar do desenvolvimento da indústria ter originado efeitos positivos a nível económico, a verdade é que o seu investimento já foi tardio e sempre condicionado pela defesa dos valores rurais e de uma economia de carácter agrícola, por parte de António de Oliveira Salazar. A industrialização portuguesa, estimulada através de Planos de Fomento, permitiu que as pessoas se dirigissem para os centros urbanos e obtivessem uma diferente visão do regime vigente. Pouco a pouco, o conservadorismo que o governo tanto estimava foi cedendo lugar a uma mentalidade mais cosmopolita e arrojada que, dentro de certos limites, aproximou Portugal dos padrões de comportamento europeus. No entanto, o relativo crescimento económico dos anos 50 e 60 não impediu um elevado surto emigratório, que provocou a saída de mais de um milhão de portugueses.

Salazar recusou a concessão da independência às colónias portuguesas em África, e como consequência, desencadearam-se sucessivas guerras coloniais. Estas provocaram o descontentamento dos portugueses, contribuíram para o elevado surto migratório e apenas revelaram o carácter ditatorial e repressivo do regime.

Apesar do seu desejo de aparentar a vigência de um regime democrático, o “decano dos ditadores” limitava as liberdades e direitos fundamentais, permitia o exercício da vigilância e da repressão através da PIDE e da censura, e procedia, ainda, ao falseamento dos actos eleitorais. O mais alarmante é que houve quem denunciasse estas situações e a ditadura em que vivíamos, mas as suas vozes foram “abafadas” pelo medo. Seriam, felizmente, “ouvidas” mais tarde, dentro de poucos anos.

Percorrendo, assim, todos os acontecimentos ocorridos neste período, não pude deixar de os enquadrar na conjuntura que proporcionou a Revolução do 25 de Abril que pôs termo à Ditadura do Estado Novo. "







Movimentos de independência nas colónias portuguesas

12 de março de 2010

O Neocolonialismo

---» No sentido de melhor compreender o fenómeno do Neocolonialismo recolhi o seguinte documento:




O subdesenvolvimento decorria sobretudo da situação de neocolonialismo em que se encontravam estes países. Com efeito, uma vez alcançada a independência política, eles continuaram, na maior parte dos casos, na dependência económica dos ex-colonizadores ou das grandes potências.
Dispondo apenas das suas matérias-primas, que pouco valor tinham no mercado internacional, e tendo de importar quase todos os produtos de que necessitavam, esses países viam-se forçados a contrair empréstimos e a endividar-se. Foi o enorme peso dessa dívida externa que impediu, em grande parte o arranque do desenvolvimento nos países do Terceiro Mundo.
O " Terceiro Mundo"

Em todos os países do chamado Terceiro Mundo encontravam-se, em maior ou menor grau, as mesmas características, que as que definem o subdesennvolvimento:

--» Um PNB por habitante excessivamente baixo ;
--» Um forte crescimento demográfico, decorrente das altas taxas de natalidade ;
--» Subnutrição e deficientes condições sanitárias para vastas camadas da população;
--» Predomínio do sector primário ;

--» Elevada taxa de analfabetismo, o que constituía um dos principais obstáculos ao  desenvolvimento.

3 de março de 2010

Vídeo sobre o Presidente Kennedy 

---» Numa aula passada de História, tivemos a oportunidade de ler o discurso do Presidente americano John F. Kennedy sobre a retirada dos mísseis em Cuba. Confesso que fiquei curiosa sobre esta personalidade emblemática, e não encontrando melhor vídeo sobre Kennedy, aqui fica este, que aborda o seu assassinato e o seu curto percurso político, não esquecendo, claro, a presença da União Soviética no seu mandato:


Trabalho sobre a Criação da C.E.E.

---» A propósito do tema "Criação da C.E.E." , aqui fica um trabalho de grupo em que participei, realizado no 11º ano, no âmbito desse tema e da disciplina de Geografia A.


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